Um grupo armado invadiu a prisão de Andijan e libertou entre 2.000 e 4.000 presos.

Pelo menos nove mortos e 34 feridos. São os número oficiais das vítimas da tomada de assalto à prisão de Andijan, no Uzbequistão, por um grupo armado na noite de ontem, quinta-feira. Andijan é das localidades mais importantes do vale de Fergana, região onde o apoio da população às teses dos extremistas islâmicos é forte.

Segundo a presidência uzbeque, os rebeldes libertaram entre 2.000 e 4.000 presos. Os rebeldes tinham ainda incendiado um cinema e um teatro, de acordo com uma organização não governamental uzbeque.

As forças de segurança conseguiram cercar os elementos do grupo armado em duas frentes da cidade e negociar com estes, indica um comunicado oficial divulgado pela agência russa Itar-Tass.

Na mesma noite, os cidadãos ocuparam um quartel militar, revelou um jornalista local à France Presse.

As autoridades encontram-se de momento a estudar a situação, afirmou um porta-voz do Ministério do Interior do Uzbequistão. Os jornais dizem que o presidente Islam Karimov e outros responsáveis partiram de avião para Andijan.

Durante a semana, cerca de 2.000 pessoas manifestaram-se em Andijan reclamando a absolvição de 23 islamitas condenados por actividades extremistas. Os presos eram acusados de actividades anticonstitucionais e da fundação de uma célula do movimento islâmico Akromiya, braço do partido proibido Hizbi Tahrir favorável à criação de um estado islâmico no Uzbequistão.

Milene Marques