No dia 11 de fevereiro, o Porto recebeu uma das diversas manifestações contra o Acordo Comercial Anticontrafação (ACTA) que ocorreram um pouco por todo o planeta. Na altura, o palco da reivindicação portuense foi a Avenida dos Aliados. Agora, é a vez da Academia Contemporânea do Espetáculo (ACE) receber um debate sobre o mesmo tema.

No debate promovido pelo Bloco de Esquerda (BE) para este sábado, vão estar presentes a deputada Catarina Martins e a eurodeputada Marisa Matias, do BE, e alguns representantes de movimentos ativistas anti-ACTA. Também o presidente da Associação Nacional para o Software Livre, Rui Seabra, vai marcar presença.

O principal objetivo deste “debate aberto” passa pela sensibilização da população para a importância do tema. “É importante continuar a debater o ACTA”, garante a deputada Catarina Martins, ao JPN. “Temos falamos muito sobre o assunto, mas há pouca informação e as pessoas estão confusas”, havendo, ainda, “muitas dúvidas sobre o processo”.

O Bloco de Esquerda, no entretanto, recomendou ao governo a desvinculação do país ao ACTA, à semelhança do que outros países europeus têm feitos nas últimas semanas. “Portugal não pode estar associado a uma proposta que põe em causa os direitos à privacidade e segurança dos dados dos cidadãos, europeus e nacionais”, explicam.

“Se o ACTA entrar em vigor no espaço europeu, estão abertas as portas para um gigantesco big brother à escala europeia”, diz a organização, na página do evento no Facebook.

O debate inicia-se às 21h30, na Academia Contemporânea do Espetáculo, na Praça Coronel Pacheco, no Porto. A entrada é livre.