A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) lançou o mCarat, uma aplicação gratuita para smartphones com sistema operativo Android com ferramentas úteis aos pacientes com asma e rinite alérgica.

Para João Fonseca, investigador da FMUP e coordenador do projeto, a utilidade da aplicação é clara. Além da “possibilidade de a pessoa receber informação fidedigna sobre asma e rinite” – “uma pequena ferramenta” que, na sua opinião, “pode ser muito útil em diferentes situações” – o mCarat permite, também, fazer uma espécie de “diário de eventos”, com o registo de ataques, agravamentos, consultas ou exames. Este registo, segundo o investigador, “pode ser importante para depois, mais tarde, conversar com o médico”, ajudando a uma “decisão clínica mais informada e mais rigorosa”.

A aplicação inclui também o próprio CARAT (Control of Allergic Rhinitis and Asthma Test), um questionário “que permite classificar o grau de controlo das duas patologias”, explica. Este instrumento foi desenvolvido por uma equipa nacional liderada pela FMUP e foi já traduzido e adaptado por médicos de 12 diferentes países. O mCarat permite, ainda, que sejam acionados lembretes, para que a medicação e o controlo da doença sejam regulares.

Desenvolvido no Centro de Investigação em Tecnologias e Sistemas de Informação na Saúde (CINTESIS) da FMUP, o mCarat foi co-financiado pelo programa Harvard Medical School Portugal, numa parceria entre esta instituição e as Escolas Médicas e Laboratórios Associados em Portugal, através da Fundação para Ciência e Tecnologia.

O mCarat está já disponível no Android Market, um mercado de aplicativos online da Google. Está ainda a ser desenvolvida uma versão para iPhone, que será colocada à disposição “ainda antes do final da primavera”. Segundo João Fonseca, “a Apple é um pouco mais reservada em termos de disponibilidade de aplicações, pelo que é difícil apontar uma data concreta”.

“As informações que temos do Android Market são bastante positivas, principalmente comparando com aplicações similares”, revela o responsável. No entanto, João Fonseca lembra que este é um “projeto a longo prazo”. “São coisas que demoram, que são ainda um bocadinho ficção científica para uma boa parte da população”, explica.

A equipa de investigação da FMUP está confiante e espera resultados cada vez mais positivos: “contamos que haja cada vez mais utilizadores não só a fazer o download e a instalar no seu telemóvel mas, principalmente, a utilizá-la no seu dia-a-dia”.