O Portugal [email protected] 2010, promovido pela empresa ADDICT, reuniu no Porto, nos dias 24 e 25 de Maio, especialistas portugueses e estrangeiros de várias áreas, que ao longo de seminários e conferências, discutiram as tendências do sector das Indústrias Criativas. “Até onde pode Portugal ser criativo?” foi o tema do evento deste ano.

Respondendo à pergunta, Joana Cardoso, directora do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI), entende que “Portugal já é um país criativo e a questão essencial é como potenciar e valorizar essa criatividade”.

Presente na sessão de encerramento do Portugal [email protected] 2010, no Mosteiro de São Bento da Vitória, Joana Cardoso defende que o papel da sociedade é fundamental para o desenvolvimento do país. Os dois dias de Portugal [email protected] 2010 evidenciam que “o Estado pode e deve fomentar este novo paradigma de desenvolvimento que aposta na criatividade”, mas “o papel da sociedade civil é também muito importante” e nesse aspecto, este evento é “muito encorajador, porque demonstra que temos uma sociedade civil activa, que não está à espera do Estado para avançar”.

A representar Gabriela Canavilhas, ministra da Cultura, Joana Cardoso elogia a “excelente iniciativa da ADDICT” e refere que esta acção “trará muitos produtos, não apenas à Região Norte, mas também a outras regiões do país que precisam de outros modelos de desenvolvimento e onde a cultura e a criatividade podem ter um papel decisivo”.

A directora do GPEARI entende que, para expandir a criatividade no país, é preciso “saber como manter os criativos portugueses ou estrangeiros em Portugal”.Um dos constrangimentos apontados por Joana Cardoso no desenvolvimento das indústrias culturais e criativas prende-se “com a falta de capacidade financeira e de mobilização dos agentes do sector, em termos de gestão empresarial e financeira”.

Num contexto político, a directora do GPEARI explica que o “Ministério da Cultura tem um papel importante a desempenhar, sendo que é fundamental que exista uma abordagem conjunta entre os organismos do Estado”. Joana Cardoso, não se referindo apenas à cultura e à economia, defende que o “Ministério da Educação deve, também, ser envolvido e que o Ministério da Cultura está a fazer de tudo para promover essa articulação entre os vários sectores”.

Joana Cardoso revela, ainda, que “o talento, a criatividade e a inovação não poderão deixar de ser estimulados no actual contexto de desgaste económico em que vivemos”.